Em uma amostra pronta, diferentes técnicas de acabamento metálico podem produzir efeitos visualmente próximos.
Dentro da gráfica, entretanto, elas representam processos bastante diferentes.
Ferramental, setup, adesivos, temperatura, substrato, velocidade, tiragem e possibilidade de personalização mudam de uma tecnologia para outra.
É justamente por isso que a escolha não deveria começar pelo nome do processo.
Ela deveria começar pelo trabalho.
Hot foil
No hot foil, calor e pressão participam da transferência do material metálico para o substrato.
É uma tecnologia consolidada e capaz de gerar resultados de grande qualidade, inclusive em aplicações que exploram acabamento e efeitos premium.
Por outro lado, o processo envolve ferramental específico e uma preparação que precisa ser considerada no custo e no tempo de produção.
Em trabalhos recorrentes ou determinados perfis de tiragem, essa característica pode ser perfeitamente compatível com a operação.
Cold foil
O cold foil utiliza outra lógica.
Um adesivo é aplicado nas áreas que receberão o foil, que posteriormente é transferido para o substrato.
A técnica pode ser incorporada a diferentes configurações produtivas e oferece grande liberdade visual, especialmente em aplicações sobre materiais impressos.
Como em qualquer processo industrial, sua eficiência depende da combinação entre equipamento, material, adesivo e características do trabalho.
E quando o acabamento também se torna digital?
O digital foiling elimina a necessidade de determinadas matrizes utilizadas nos processos convencionais e cria novas possibilidades para trabalhos de menor volume, múltiplas versões ou aplicações que mudam de uma peça para outra.
A VINSAK LABEL-DECORE, por exemplo, reúne recursos de digital foiling, verniz localizado, efeitos de relevo, cast-and-cure e impressão de dados variáveis em uma plataforma modular voltada ao acabamento de rótulos.
A vantagem não deve ser interpretada como uma substituição automática das tecnologias tradicionais.
Ela cria uma alternativa de produção.
Cinco perguntas antes da escolha
Antes de determinar o processo, vale entender:
- qual é a tiragem;
- quantas versões serão produzidas;
- qual substrato será utilizado;
- qual tempo de setup é aceitável;
- qual frequência esse tipo de trabalho terá na operação.
A combinação dessas respostas ajuda a determinar o caminho mais coerente.
O acabamento que apresenta menor custo em uma determinada tiragem pode não ser o mais eficiente em outra. Uma tecnologia extremamente produtiva para trabalhos recorrentes pode perder vantagem diante de uma campanha composta por dezenas de pequenas versões.
A decisão está no perfil da gráfica
Essa lógica vale para praticamente toda escolha de tecnologia de impressão e acabamento.
Não existe uma solução universal para trabalhos que possuem requisitos diferentes.
Existe uma solução mais adequada à carteira de pedidos que a empresa pretende atender.
Quando a análise parte desse ponto, o investimento em acabamento deixa de ser uma aposta em um efeito visual e passa a integrar uma estratégia de produção e diferenciação comercial.
A Rotatek Brasil trabalha com soluções para impressão, conversão e acabamento voltadas a diferentes perfis de produção.
